O Câncer de pele no Brasil e sua importância na saúde dos indivíduos e trabalhadores.

O Câncer de pele no Brasil e sua importância na saúde dos indivíduos e trabalhadores.

Incidência e subtipos:

 

O câncer de pele não melanoma, é o de maior incidência no Brasil entre todos os tumores malignos e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apresenta altos percentuais de cura, se for detectado e tratado precocemente. 

Os dois subtipos que são os mais frequentes são: carcinoma basocelular e carcinoma epidermóide (ou espinocelular).

Ambos tem baixa mortalidade, e alta morbidade, e se não tratados precocemente e adequadamente deixam mutilações expressivas. 

 

Segundo estatísticas do Instituto Nacional do Câncer:

 

estimativa de novos casos no Brasil: 176.930, sendo 83.770 homens e 93.160 mulheres (2020 – INCA)

Número de mortes no Brasil: 2.329, sendo 1.358 homens e 971 mulheres (2018 – Atlas de Mortalidade por Câncer – SIM).

 

Fatores de risco:

Mais comum em pessoas com mais de 40 anos, raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas. Pelo aumento de exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo.

Pessoas de pele clara, olhos claros e cabelos claros, albinos. 

Doenças genéticas como Síndrome do Nevo Basocelular, Epidermodisplasia Verruciforme ou Xeroderma Pigmentoso.

Exposição prolongada e repetida ao sol, pessoas que trabalham sob exposição direta ao sol.

História familiar ou pessoal de câncer de pele.

Radiodermites crônicas, exposição crônica à RX, queratoses arsenicais, úlceras crônicas, cicatrizes de queimadura, exposição ocupacional à hidrocarbonetos (óleos minerais, alcatrão, óleo de parafina bruto, óleo lubrificante, óleo combustível, óleo de antraceno, fuligem- que encharcam o uniforme na região genital e ocasionam carcinoma epidermóide de escroto e vulva), carcinoma verrucoso genital associado à HPV( Papiloma Vírus Humano), fatores térmicos ( exposição crônica à radiação infravermelha), indivíduos com imunossupressão crônica (AIDS e medicamentos imunossupressores).

 

O câncer de pele não melanoma ocorre preferencialmente em áreas expostas ao sol, como face, pescoço, orelhas e couro cabeludo nos pacientes calvos.

O carcinoma basocelular pode se apresentar clinicamente como:

Placa, pápula ou nódulo, rosada, com um brilho perláceo, presença de telangectasias, pode ocorrer pigmentação, podem evoluir com sangramento e ulceração, apresentam crescimento lento, não apresentam metástases e podem atingir áreas mais nobres como pálpebras.

O carcinoma epidermóide ou espinocelular clinicamente pode se apresentar como:

Placa queratótica infiltrada e dura ou nódulo, apresenta crescimento gradual, mas podem ocorrer metástases, e atingir áreas nobres, como pálpebras, evolui com ulceração, pode tornar-se vegetante. Pode ocorrer na mucosa oral, por irritação crônica ao fumo, álcool e próteses mal dimensionadas, lábios e região genital, neste caso associado ao HPV (papiloma vírus humano), ou ocupacional. 

De maneira geral deve-se suspeitar de qualquer mudança persistente na pele, aparecimento de nódulo, ferida que não cicatriza, mancha avermelhada/rosada, ferida que sangra ou forma crosta. E diante dessas lesões suspeitas deve-se procurar um dermatologista, quanto mais precoce a identificação e tratamento, melhores serão os resultados.

Prevenção:

Evitar exposição prolongada ao sol entre 10hs e 16hs

Procurar lugares sombreados, usar proteção física, como chapéus de aba larga, óculos escuros, camisetas, barracas, preferencialmente com proteção aos raios UV.

Aplicar filtro solar com FPS maior que 30, e reaplicar a cada duas horas durante o período de exposição, usar protetores labiais.

Em relação ao câncer genital, todas as lesões que aparecerem devem ser avaliadas por um médico dermatologista ou ginecologista.

Diagnóstico:

Geralmente feito por dermatologista, através de exame clínico, dermatoscópico e biópsia com anatomopatológico

Tratamento:

A cirurgia normalmente é o tratamento mais indicado para os dois subtipos, em alguns casos utiliza-se radioterapia associada.

Outras opções são: criocirurgia, imunoterapia tópica e terapia fotodinâmica, que ficam a critério da indicação do especialista.

 

Bibliografia:

  1. Fitzpatrick’s, Dermatology in General Medicine, Fifth Edition, Volume 1, Mac Graw Hill.
  2. Sampaio Rivittii, Dermatologia, 3ª edição, Artes Medicas.
  3. Inca- Instituto Nacional do Câncer- Ministério da Saúde.

 

Dra Solange Póvoa. Graduação em Medicina pela Universidade de São Paulo.  Residência Médica em Dermatologia pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Estágio em Dermatologia na Universidade de Kuopio-Finlândia. Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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