Na batalha contra o coronavírus, faltam líderes à humanidade

Na batalha contra o coronavírus, faltam líderes à humanidade

Yuval Noah Harari

“Muitas pessoas culpam a globalização pela epidemia do coronavírus e afirmam que o único jeito de evitar novos surtos dessa natureza é desglobalizar o mundo. Construir muros, restringir viagens, reduzir o comércio.”

Assim começa o ensaio do historiador israelense Yuval Harari, autor de “Sapiens: Uma breve história da humanidade” e também de “Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã”, sobre a pandemia do novo coronavírus. O autor destaca que a humanidade enfrentou várias epidemias ao longo da sua história, mesmo antes da existência da globalização e da maior eficiência dos transportes dos dias atuais, não sendo a globalização a grande responsável pela pandemia atual. Harari, em uma visão otimista sobre a oportunidade de evolução da sociedade com a crise do coronavírus, destaca que a melhor defesa da humanidade é a cooperação internacional. Reforça que a proteção real vem da troca de informação científica confiável e da solidariedade global, uma vez que a propagação da epidemia em qualquer país põe em risco toda a espécie humana. Defende que a crise atual alavancada pelo coronavírus é, antes de tudo, uma crise de confiança da humanidade e a solução para sua superação é a cooperação global.

O sociólogo francês Edgard Morin, em um fórum de debates recente desenvolvido pelo Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB, ponderou que as práticas de isolamento adotadas por muitos países na vigência da pandemia, é um indicativo do tipo de globalização que vivenciamos.  Morin, assim como Harari, acreditam que a solução para a pandemia do coronavírus está na cooperação e na solidariedade humana. O sociólogo também defende que a humanidade compartilha um destino comum e, por isso, a solução para a crise do coronavírus passa pela união construção de uma globalização humanitária.

Diante de perspectivas, muitas vezes pessimistas, para a resolução da crise de saúde desencadeada pelo coronavírus, é interessante refletir com relação a abordagens mais otimistas. Seriam essas abordagens utópicas? Podem até ser. Mas, não seria o momento de assumirmos nosso protagonismo como cidadãos na construção de um mundo melhor? Como disse Yuval Harari:

“O verdadeiro antídoto para epidemias não é a segregação, mas a cooperação.”

O ensaio de Yuval Harari encontra-se disponível gratuitamente nas plataformas digitais.

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